segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Vídeo sobre a "Passeata da Paz"



Passeata que de Paz só tem o nome, pois acaba com assalto e quebra pau entre políticos.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

"Você pode pensar muitas coisas
pode achar que nada supera o capitalismo
ou ter certeza que o comunismo é a única saída.

Você pode pensar que existe vários deuses,
um, nenhum
ou que eles eram astronautas.

Você pode ter varias teorias da conspiração
pode saber quem matou Kennedy.
Acreditar que a viagem à lua foi uma grande farsa
ou que Elvis está vivo.

Você pode pensar que a televisão é mais um eletrodoméstico na sua vida
ou que é uma das maiores intenções da humanidade.

Você pode pensar muitas coisas.
A única coisa que você não pode fazer é não pensar."

Comercial Futura
Relato Pessoal do livro Capão Pecado

Seja diferente

O livro Capão Pecado foi gostoso de ser lido pôr primeiramente eu gostar de ler sobre favela e por ser um livro escrito de uma forma interessante, com a própria linguagem do gueto, mostrando a vida de lá com um ponto de vista de quem vive lá e não com o olhar somente daqui de fora. Um livro que me ajudou a tirar ainda mais meu olhar preconceituoso sobre a favela, que me fez olhar a favela de outro modo, vendo que muitos que moram lá estão no caminho “errado” não por vontade própria, mas sim por falta de opção.

Favelado? Ui, eu quero distância, só pode ser bandido mesmo. Ir à favela? Jamais, só se eu estiver a fim de morrer. Esses são tipos de frases que grande parte da sociedade diz quando o assunto diz respeito às favelas. Frases que por sua vez são altamente preconceituosas, pois parece que na favela só há bandidos, traficantes, piriguetes, drogados, e que lá na comunidade só há troca de tiro, assalto, assassinato, bala perdida. É claro que tudo isso ocorre nas favelas, mas isso não acontece somente dentro das favelas, e sim em todos os outros lugares.

Essa vida na favela é o que o livro Capão Pecado de Férrez retrata. Nele contem histórias de pessoas e jovens comuns que moram na favela de Capão Redondo, retratando o cotidiano delas, que aparentemente são de pessoas que não tem nenhum futuro – Aquele futuro sonhado pela sociedade em geral - aonde em sua maioria são usuários de drogas, bandidos, traficantes e assassinos. Ver desde criança crimes acontecendo, barulho de tiros de metralhadoras, um lugar sem estrutura adequada de moradia, educação e saúde, por exemplo, faz a vida dessas crianças na favela ser complicada. Tornando “verdade” apenas o que essa elite fala, gosta e usa.

As palavras e xingamentos utilizados, as músicas ouvidas, as roupas vestidas, fazem que a sociedade olhe para a periferia com um olhar preconceituoso, sem saber respeitar os gostos dos outros, as supostas verdades e supostas mentiras vividas pelos outros. É por esses e outros motivos que à favela é tão recriminada e rebaixada pela tal chamada “classe média” e “classe alta”, que tomam por “verdade” apenas o que essa elite socioeconômica fala, gosta e usa. Isso é retratado na música Rap da felicidade de MC Cidinho e Doca que diz assim: “Enquanto os ricos moram numa casa grande e bela / O pobre é humilhado, esculachado na favela”.

O livro Capão Pecado fala com a linguagem que toda a população brasileira utiliza, e não apenas as pessoas dos guetos. Mostra a realidade das favelas, onde “nada são flores” e que até o mais honesto pode se corromper por alguma coisa, como foi o caso de Rael – personagem principal do livro –, pois além de tudo, morando na favela ou em bairro nobre, somos todos seres humanos e não estamos livres de cometer erros.

Não seja mais um brasileiro com esses olhares e pensamentos preconceituosos, amplie sua visão e veja que nem sempre as coisas são como a maioria pensa.
Lágrima de preta

Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.

António Gedeão
Ser negro é ser

Ser negro é ter a pele
pintada de dor e beleza.

É ter consciência de que
consciência, ainda não
existe.

Ser negro é ser dono da
alegria, e generosamente
dividi-la entre os filhos
do preconceito.

Ser negro é ser brasileiro
duas vezes.

É gritar não aos nãos
da vida.

Ser negro é ter a liberdade
disfarçada de alma.

Ser negro é ser.

Sintia Regina de Lima e Lira
O SOBREVIVENTE

Impossível compor um poema a essa altura da evolução da humanidade.
Impossível escrever um poema - uma linha que seja - de verdadeira poesia.
O último trovador morreu em 1914.
Tinha um nome de que ninguém se lembra mais.

Há máquinas terrivelmente complicadas para as necessidades mais simples.
Se quer fumar um charuto aperte um botão.
Paletós abotoam-se por eletricidade.
Amor se faz pelo sem-fio.
Não precisa estômago para digestão.

Um sábio declarou a O Jornal que ainda falta
muito para atingirmos um nível razoável
de cultura. Mas até lá, felizmente, estarei morto.

Os homens não melhora
me matam-se como percevejos.
Os percevejos heróicos renascem.
, o mundo é cada vez mais habitado.
se os olhos reaprendessem a chorar seria um segundo dilúvio.

(Desconfio que escrevi um poema.)

Carlos Drummond de Andrade
O que é Projeto Nurc?
Projeto de Estudo da Norma Lingüística Urbana Culta

Fundação
O Projeto da Norma Lingüística Urbana Culta foi criado, em âmbito nacional, em 1969, com a indicação dos coordenadores para as cinco cidades em que se desenvolveria o projeto, selecionadas de acordo com os seguintes critérios: ter pelo menos um milhão de habitantes e estratificação social suficiente para atender às exigências do projeto. A coordenação do projeto no Recife coube ao professor José Brasileiro Tenório Vilanova, titular de Língua Portuguesa na Universidade Federal de Pernambuco. No Recife, os trabalhos começaram oficialmente em 1971, com a seguinte equipe: Amara Cristina de Barros e Silva Botelho, Adair Pimentel Palácio, Edileuza dos Santos Dourado, Eneida Martins de Oliveira, Glécia Benvindo Cruz, José Ricardo Paes Barreto, Maria Núbia da Câmara Borges e Maria da Piedade Moreira de Sá. O Projeto NURC se insere na linha de pesquisa “Análise Sócio-Pragmática do Discurso, do PPGLetras.

Objetivo
O Projeto de Estudo da Norma Lingüística Urbana Culta (Projeto NURC) tinha inicialmente o objetivo de documentar e descrever a norma objetiva do português culto falado em cinco capitais brasileiras: Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Recife. A partir de 1985, considerando as novas tendências de análise lingüística, ampliou-se o escopo do projeto, no sentido de abraçar outros aspectos, tais como: análise da conversação, análise da narrativa, análise sócio-pragmática do discurso e outros.

Principais Linhas de Pesquisa

1. Análise da Narrativa
2. Análise Crítica do Discurso
3. A metalinguagem na conversação
4. Relações intra-oracionais na conversação